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Paul McCartney compara mercados de animais da China a bombas atômicas


Paul e ativista pela proteção dos animais chamou o hábito de consumo de bichos silvestres de 'medieval'
 
Paul McCartney chamou de “medievais” os mercados públicos chineses, onde são vendidos animais vivos para o consumo, associando a esses lugares a disseminação do coronavírus, e ainda os comparou a bombas atômicas, que afetam o mundo todo. McCartney, que é ativista dos direitos dos animais, espera que este tipo de comércio acabe, assim como ocorreu com a abolição do tráfico de escravos.
Chamados de “mercados úmidos”, estes locais são bastante comuns na Ásia. Suspeita-se, embora ainda não tenha sido confirmado, de que a Covid-19 se originou no mercado de Wuhan a partir do consumo de carne de morcego ou do pangolim. A declaração do músico foi dada ao radialista americano Howard Stern. “Realmente espero que o governo chinês diga: ‘OK, pessoal. Nós realmente precisamos ser super higiênicos por aqui. Vamos encarar, é verdade. É um pouco medieval comer morcegos'”.

McCartney comparou os perigos que rondam os mercados úmidos ao lançamento de bombas atômicas. “Acho que faz muito sentido. Eles podem, muito bem, estar lançando bombas atômicas e afetando o mundo inteiro”. O ex-beatle também se antecipou a possíveis críticas sobre seu comentário. “As pessoas vão dizer que eles fazem isso desde sempre. Mas foi assim com a escravidão também. Você precisa mudar as coisas em algum momento.”
O cantor continuou a entrevista comparando a crise com uma guerra. “Já vimos várias formas de crise, mas nada que afetou todos no mundo ao mesmo tempo. É assustador. Minha mãe e meu pai enfrentaram a II Guerra Mundial e o espírito que eles mostraram foi: vamos seguir em frente, fazer o necessário e tentar ser feliz. É o que precisamos agora. E é isso que estamos vendo agora, muitas pessoas estão se unido. É inspirador”.

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